Sabemos que a leitura e a escrita estão inseridos em diferentes contextos socioculturais, mudanças e transformações que caracterizam os contextos históricos dos indivíduos, tornando assim a relação da escrita e da leitura não homogênea, já que os sujeitos passaram por experiências socialmente culturais diferentes. Desse modo os processos de aquisição da leitura e da escrita são distintos para cada sujeito de acordo suas interferências no mundo social.
Nesses contextos as habilidades de letramento são colocadas a prova; as transformações e mudanças no qual os sujeitos foram inseridos possibilitaram o engajamento de novos conhecimentos que nem sempre são sistematizados pelo os sistemas de ensinos escolares. No entanto estes indivíduos no qual ainda não passou por experiências escolares institucionais significam que são iletrados ou analfabetos. Tanto do ponto de vista das crianças ou dos adultos que não passaram por estas instituições educacionais, mas de alguma forma já passou vários por momentos de leitura e escrita.
No Brasil parte significativa dos idosos não sabe escrever uma carta, mas isso não impede de irem ao médico, conferir se seus medicamentos estão fazendo uso no horário devido, contar história para seus netos fazendo desenhos no chão para complementar o conto. Este idoso usou outros símbolos e signos que o fez portador de conhecimento de um mundo letrado (as caixas de medição atualmente contem símbolos que indicam o horário do uso, a comunicação verbal possibilita ele perguntar onde fica o posto médico e com outras habilidades culturais adquiridas ao longo da sua história de vida, ele sabe calcular o horário da consulta, dando continuidade a comunicação verbal ele passa sua experiências culturais para os seus netos) como foi mostrado no exemplo à criança quando chega à escola já contém um nível de letramentos que lhe foi passado através de suas experiências socioculturais.
Estas experiências que devem ser consideradas pelo os educadores para que a criança neste novo momento de institucionalização da leitura e escrita seja estabelecida relações com os contextos históricos e culturais dos indivíduos, dando a possibilidade das crianças perceberem o quanto é significativos suas experiências e relevantes para os contextos escolares, estabelecendo significados a práticas pedagógicas.
Os trabalhos pedagógicos de leituras e escritas não devem ficar centrados nos processos de decodificação e codificação do sistema de escrita, é necessário vincular com os contextos sociais, considerando os diferentes usos e funções para as práticas escolares.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
MOURÃO, Karine Rodrigues Tomé. A aquisição de linguagem e a construção dos processos de leitura e escrita. Belo Horizonte: FEAD, 2009.
PAES, Denise Salim e outros. Introdução à psicopedagogia. Belo Horizonte: FEAD, 2008.
Érika Verissima S. Brito.